Thursday, August 20, 2009

Faculdade (ou UFRJ, mais especificamente, Fundão)

Mas, mas, mas.
Mas nada!
Independente da falta de papel higiênico ou da péssima conservação dos simplicíssimos banheiros, falta de tampa de privada, falta de porta, falta de ar condicionado, falta de professores sem aviso, cadeiras caindo, o fato de estar quase tudo em concreto e o subsolo parecer um porão, estar na UFRJ - Fundão foi a melhor experiência da minha vida. Não falo pela Biofísica. Inicialmente, até achei que fosse mas logo descobri que não (a Biofísica é lotada de sujeira governamental). É simplesmente o clima fundãoniano. Tirando aqueles estudantes de Medicina, e Engenharias [que podemos concordar que são um quarto dos maiores cdfs (e em maioria "playboyzinhos e patricinhas da zona sul") do Rio de Janeiro], a UFRJ cheira a zona. Cheira a bêbados alternativos. Cheira a pessoas cheias de ideais. Cheira a certezas incertas. Cheira a sonhos. Cheira a perspectivas. Cheira a personalidade. Cheira a revoltas. Cheira a conclusões. Cheira a cabeças pensantes. E não, não fede.
É o maravilhoso cheiro da discussão e do raciocínio que você, carioca, nunca pensou em conhecer.
Aquilo é definitivamente a nata. A gema. O carbono, lek. É de lá que sairão os melhores. Simplesmente os melhores. Não pela faculdade em si. A faculdade em si não tem nada demais. Tem sim muitas coisas de menos. Mas tudo é compensado pela perfeição absoluta da sensação de estar lá e ter motivo de voltar sempre.
Como eu sempre digo: tem 3 tipos de pessoa no mundo. Nesse caso, são 5. Pessoas que querem UFRJ, pessoas que querem UFF, pessoas que querem UERJ, e pessoas que aceitam numa boa ir para particular caso não passem para as públicas. Não que não hajam pessoas de UFF na UFRJ e etc. A questão não é o que você faz, é o que você pensa, também sempre digo isso (por isso, eu acho casamento hipocrisia, mas isso não vem ao caso agora).
Eu sinto tanta saudade de estar lá. Só senti saudades assim de Ouro Preto, São Paulo e Orlando. Lá eu era realmente realizada. Ficava horas e horas sem fazer nada pelo simples prazer de estar lá. Eu queria ter gostado de Biofísica. Eu queria ser capitalista o suficiente para trabalhar em coisas faceis de serem financiadas. Eu queria ser menos inteligente para aceitar uma pesquisa medíocre. Eu queria ser menos dependente de outros para deixar meu cérebro fluir livremente e eu alcançar o que eu queria sozinha. Não pude. Não consegui.
Corro o risco de nunca mais voltar pra lá. Corro o risco de só conviver com pessoas acomodadas e normais pro resto da vida. Mas fui eu quem escolhi. É o preço para a minha busca de felicidade.
Ainda pretendo voltar para a UFRJ, mas infelizmente, pro meu amor, pro meu fundão, não volto nunca mais.
Fica a saudade. Ficam as lembranças. E fica a dica: O fundão é definitivamente o melhor lugar do mundo.

Saturday, August 08, 2009

Tem alguma coisa MUITO errada

As energias estão destoantes, a vibração atômica parece estar relutante e tudo está tendendo para o vazio.

Wednesday, August 05, 2009

Cada dia um pouquinho mais

vem crescendo no mundo o milagre da banalização:

"o tempo é curto e a gente não pode perder".

na verdade, conforme a vida humana tem ficado mais longa, a gente perde mais tempo fazendo o que não deveria, e o que era "sagrado", difícil, novo e necessariamente feito com cautela se torna uma coisa normal e sem importância, que todo mundo faz todo dia.

eis o milagre da banalização.

graças a deus.