Monday, November 28, 2011

E que não mais o faça (de forma clichê)

Então, se tudo passa, que não passe em branco.
E na minha memória póética, pra sempre fiquem inscritos aqueles pequenos detalhes todos seus.
E se possível, que aumente em pg o numero dessas poeticidades provenientes de voce, e que nao diminuam...
E que sua presença na minha vida, junto com isso...
Porque parte de voce serviu pra aumentar a potencia do meu ser exponencialmente.
Porque te admiro oceanicamente e nao vou parar, jamais
E toda raiva que senti, e assumo, foi somente por nao ter ter tao por perto quando senti por alguns momentos que voce estava - me desculpa pela parte criativa da minha imaginação.
Eu amei estar com voce e me apaixonar por voce.
E se já não faz mais parte, não sinta nenhum tipo obrigação de voltar...
O que você representa, já está muito bem percebido e gravado naquele 20º instante com todo o seu conteúdo representacional... sem pretensao nenhuma de ser algo externo a mim.

Thursday, November 24, 2011

Esquilo Não Samba

Muito prazer
Eu sou você amanhã
Só não me apresentei antes
Por medo de desmotivar

Eu sei que é triste
Mas não se deixe abalar
Terás dias bons
Cujo número eu posso contar

Não vou mentir
Na sua média você será
Medíocre
Não vou mentir
Não sua média você será...

Mediocridade
Eu sei o quanto eu sinto saudade
Mediocridade
Eu sei o quanto eu sinto saudade

Do tempo em que eu me achava esperto
Do tempo em que eu esperava dar certo
Do tempo em que eu me achava

Não quero te iludir
Não quero te enganar
Não quero te iludir

Você está
Desperdiçando o que era pouco
Muito pouco, quase nada
E está para acabar
Acabar

(Móveis Coloniais de Acaju)

Thursday, November 10, 2011

at least
i wish
i was
a beast
at last
the one
that lists
the feasts
the rest
the beat
the best
that lasts

Monday, October 24, 2011

Essa noite não (coloquem a musica pra tocar enquanto leem)



Eu passaria horas e horas agora dissertando calma e furiosamente sobre os problemas do mundo, do imediatismo, da finitude, do stress, da pressa, da falta de amor e de respeito. Depressão e ansiedade como maus do século. Sobre a minha depressão que voltou - e parece só uma crise de meia idade nas vésperas dos 22 anos - e parece não passar... Sobre a falta de perspectiva, falta de acreditar e de ilusão - seja presença ou falta desta - . Um estado apático, eterno (no momento). O vício em novidade, em adrenalina. O vício em mudar. O vício em mostrar e em aparecer. O vício em ser não mais para você. Poderia passar horas e horas como todos no mundo fazem, como eu faço - falando em imbecilês sobre absolutamente nada que vá levar nem a mim nem ninguém a algum lugar se não na ponta do meu nariz -.

Mas sabe, mundo, essa noite não. Essa noite não vale a pena. Essa não é a melhor nem a pior noite do mundo. É só mais uma noite, mais um inferno. Mas um dia sem emoções fortes. Mas um dia sem uma gotícula de auto controle. Mais um dia de cair sob o peso das vontades e da falta de sentido da sua existência. Por que ela mereceria mais do que as outras a sua morte? Foi ela a gota d'agua? Sério? gota d'água de que?  Todos os seres humanos que não vivem em estado constante de alienação passam pela mesma coisa, sem tirar nem por uma em frequencia tao grande quanto a falta de perpectivas e emocoes fortes. Ninguem é melhor do que ninguem, ninguem é mais especial e o que voce passa/passou no seu ensino médio, na sua faculdade, na sua familia e em um emprego específico não ditam sua personalidade ou o que você é e/ou vai ser pro resto da vida. (E cá estou eu, novamente, olhando para a ponta do meu nariz).

O ponto todo é : não vamos viver ou deixar de viver absolutamente. As coisas não vão se endireitar ou fazer sentido de uma hora pra outra... Talvez nunca se endireitem, talvez nunca façam sentido. Talvez a vida seja pra sempre uma enorme piscina de merda mole. Se algum dia vier a fazer sentido, acredite que você provavelmente se alienou em algo delicioso, e eu bateria palmas de pé, fortíssimo. Talvez você mereça, sabe? Talvez todos nós mereçamos uma alienação dessas que faz a vida ficar linda. Seria legal se cada um se permitisse isso aí com mais frequência e constância.

A loucura é social... e ao mesmo tempo, estritamente individual : estão todos perturbados e cada um no seu eu malkaviano particular que não permite ninguém ou nada entrar... "Nossos corpos prendem e impedem nossa alma de voar". E se as almas e os corpos fossem uma coisa só? Um organismo harmônico e etéreo que não esteja de fato esperando a morte por mais dolorosa que a vida esteja, mas sim uma dessas bolhas deliciosas e super resistentes... e tudo o que cada um deveria fazer seria simplesmente abandonar sua insanidade pessoal e abraçasse a ideia da doideira humana, em que muitos compartilham os mesmos sintomas, e compartilhar e compartilhar e compartilhar (em vez de tratar).

Ninguem precisaria mais se matar, ninguem precisa mais ser suprimido por nada que nao ache digno e válido. Viveríamos felizes, cada grupo com sua visão própria de felicidade. Os sádicos bateriam e gostariam e os masoquistas apanhariam e,..... Os sociopatas se fariam companhia e não ligariam pro mal que cada um fizesse, os evangélicos adorariam em comunhão o seu deus e não incomodariam os ateus implicantes.

Eu nao sou mais tão jovem a ponto de acreditar que eu possa mudar o mundo, e nem acredito que o mundo possa ser transformado de fato. Não acredito nas pessoas e nem na possibilidade de bondade em cada uma delas. Mas vejo a "luz no fim do tunel". Vejo a salvação na alienação, no amor e no respeito - opa, quando isso se tornou uma pregação religiosa? - .

No final, não faz sentido levar nada a sério. Não sei se vocês tiveram a sutileza mental de perceber que esse é um texto irônico e mal escrito e que não vai sequer direcionar ninguém ou nada (até pq, "ninguém ou nada" não sabe muito bem pra onde está indo, portanto, não teria nenhuma divergência em apontar ou não uma direção qualquer).

O que eu vejo depois disso tudo : Minha arrogância em sempre achar que se fosse do meu jeito funcionaria. (se você agitou a cabeça para cima e para baixo após essa ultima frase, olhou pro seu próprio nariz, e pro seu umbigo, e também deu uma solução pro mundo, você está nesse grupo de pensadores presunçosos, mas não pense que isso é tão ruim assim, é só mais uma loucura singular que deveria ser compartilhada).

Saturday, October 15, 2011

;

De repente, o mundo perdeu a graça, a magia. Isso é crescer? Isso é ser adulto? Ler, escrever, estudar, beber. Sexo. Nada mais tinha a força de antes... Só me restava a finitude e a nausea. Me restavam diversas ações monótonas e nauseabundas, que saberíamos novamente que tenderiam ao nada. Nao havia mais vontade de chorar, de sorrir. A unica vontade seria de ser trancada, amarrada e me fantasiando de tudo e de nada. O pôr e tirar ad infinitum. O que vale alguma coisa nesse mundo? O que está disponível nesse universo? Todo. Toldo - só pra proteger da chuva fraca -. Disponível e rumo de apreensão e repressão e repercussão que nao fazem diferenca ou nao tem distinção? As pessoas são distintas e insubistituíveis ou não são mais do que o que podem doar? O desejo de ser querida, tão antes cobiçado... existe?

Unanimo? Animo? Anima? Singularidade? Peculiaridade? Completude? Falta?

A impossibilidade da continuidade me dribla.

Certeza? Queria uma definição do que é, para quem sabe poder escrever sobre ela.
Alguem pode dissertar sobre a certeza? Como pisar em solos desconhecidos?

Como pisar? Tanto tempo focada em respirar, fundar, fundamentar, ornamentar e esqueci como se pisa.




A sorte é o movimento e a fluidez. Só que sem parar. O presente não dá tempo (suas ilusõezinhas burguesas).

Thursday, September 15, 2011

por Giovanna Almeida

‎"E permaneço nessa eterna duvida: te engulo de vez ou arranco as partes suas que restam dentro de mim? Porque me parece que quando ando para frente, você se distancia cada vez mais. E se vou embora, chegas com tamanha intensidade que não sei se sou capaz de aguentar. Então fico, quieta e inquieta. Imóvel. Quem sabe assim você não vem de mansinho, e quem sabe assim não teremos que tomar nenhuma medida decisiva a ponto de ter para sempre ou nunca mais..."

Friday, September 02, 2011

por Bianca Mansour

eu só queria te dizer que, ao invés do que Sartre diz, o inferno não são os outros.
o paraíso é o outro.
eu tava me olhando numa superfície opaca, não conseguia me ver, aí veio você e olhou nos meus olhos. e, como você sabe, o olho na verdade é um espelho invertido.
a retina é.
então eu só consegui me ver porque você me olhou, eu só me vi pelos seus olhos.
e, bom, como cada par de olhos é um espelho em si mesmo, o encontro dos olhos de duas pessoas mostra infinitas imagens delas mesmas.
o infinito através e unicamente através do outro.
da linguagem. da comunicação.

Monday, August 22, 2011

Casulo

De repente, percebi que estava me tornando humano demais. Todo aquele ranço me incomodava. Não conseguia mais pensar ou ser autêntico, estava afundando, não em mim, mas nos outros. Me desperdiçando. Como pude fazer isso comigo? Como pude me deixar levar e me envolver por cheiro e por sangue nesse tanto? Abraços partidos me acalmavam, meias palavras me supriam e me suprimiam. Quem era eu naquele momento? Algo que nunca fui e que nunca quis ser. Meu cerebro não mais trabalhava se não pra resolver meus problemas sociais. Estava me destruindo e me destituíndo de mim. Estava deixando meu amor, minha ânsia por sophia.
Cada dia, me degradava um pouquinho mais. Cada pedaço de pessoa que entrava era um pedaço meu que partia.

E então, eu acordei. Acordei mas não conseguia me mover. Pesavam-me as entranhas, domavam-me as afecções mundanas. Percebi que me colocara numa prisão. Num casulo de diamante, o qual não poderia quebrar e sair, mas ainda assim, me protegia da dureza do mundo. Poderia observar o mundo inteiro!




Era tão apertado que não tinha espaço para movimentos de quaisquer natureza. Como pude ter me sentido em paz alí por tanto tempo? O que me fez abrir os olhos? Eu não saberia responder. No entanto, agora estaria fadado à eterna e miserável angústia de observar o mundo inteiro, de longe, sem poder tocar em nada que não nas duras paredes translúcidas que por algum motivo estavam lá.

Friday, August 12, 2011

Eu sou filha da puta?

Talvez eu seja. É tudo uma questão de perspectiva. Quando que o seu limite começa a invadir o outro? Quando você ultrapassa o nivel respeito a si mesmo e passa a ser um individualismo sem sentido e desmedido? Quando que eu comecei a ter preguiça para coexistir com a maioria das pessoas? Quando a inteligencia deixou de ser o ponto crucial? Tenho medo de ser agredida e por isso me escondo. E por isso acabo agredindo.
Agora, olhando de fora, se o que eu faço é visto como filha-da-putagem,... não há muito como me defender. Eu estou com medo de me envolver e isso é um fato. Pra isso, preciso de ajuda, sem pressão. Eu estou, no momento, uma das pessoas mais inseguras que eu conheço, e portanto, me comportando como uma das mais filhas-da-puta. (?!)

E isso não vai passar do nada.

(só pra deixar bem claro)

Thursday, August 11, 2011

Só porque tenho por ele um apreço imenso. (por "Roberta")

Pois é.


Você foi chegando como quem não quer nada, amigo, pré - ocupando-se das minhas dores de amor, uma mensagem aqui, um telefonema ali, cafezinhos pra desabafar.
Depois vieram seqüências e mais seqüências de elogios, o tipo de amigo que te joga pra cima, com cantadas implícidas, daquelas que mocinhas tolas como eu sequer percebem que estão se tornando cativas.
Sim cativa, porque o que você fez foi me emaranhar nas malhas da sua sedução e quando me vi, não existia mais dor de amor passado, mas o fogo da paixão presente.
Nesse exato momento éramos duas tochas humanas, queimando de desejo. Olhares, mensagens picantes – a paixão não concretizada é tão excitante!
Até o dia em que não resistimos, não foi um jantar ao luar, nem houve encontro planejado. Não houveram flores, música marcante, perfume envolvente.
Foi um rompante, uma escapadela do cotidiano e lá estávamos nós, em plena luz do dia, dentro do carro, num beijo inexplicável, inesquecível, surpreendente.
Não houve outro beijo tão tesão como aquele. Adrelina, endorfina, desejo.
Depois desse momento, nada mais segurava a gente.
No início era pele, tato, perigo e eu ainda estava no controle dos meus sentimentos.
O tempo foi passando e eu fui me envolvendo.
Achei que era você, achei que éramos nós, humpf que desapontamento.
Você foi mecanizando o relacionamento, banalizando o sentimento.
Chorei mil vezes, pontofinalizei nosso caso outros milhares de momentos.
Você foi, voltou, namorou, chifrou, me seduziu, me enganou.
E embora o sexo seja o melhor da minha história, perdeu viço, perdeu aquele contato.
A paixão esfriou, tudo um dia esfria.



Como disse a canção: “Ah, não tem nada não, eu bem que me conheço.Sei que um dia eu viro a mesa e mudo de endereço”


Pois é.. tô mundando de endereço.

FONTE:Filosofia de Botequim

(post dedicado a essa pessoa que a maior parte de voces deve saber quem é)

Monday, August 08, 2011

Ella

Não conseguia mais dormir e acabou irritada pois fora acordada sem motivo algum. Estava prestes a pegar sua arma previamente afiada, que esperava só uma situação apropriada para funcionar sem receio. O metal quase que lhe sorria. Sentia que especificamente naquela manhã, passarinhos lhe cantavam musicas mais alegres do que pôde ouvir em toda a sua vida.
Sem nome, sem roupas, sem documentos, foi se esgueirando pela casa. não conseguia não pensar nas consequências, estava com medo. sua arma empunhada, preparando-se para um único ataque, fulminante. Passou por sua irmã na sala. "tão linda", pensou, "chegou a hora".
- vai vestir uma roupa, porra.
- já vou, caralho!
E passou.
Chegou à cozinha. sua avó estava dormindo em estado alheio de alerta em uma cadeira de balanço colocada lá propositalmente. Sua mãe devia ter ido fazer compras. Era o momento perfeito.
Pegou um maçarico. Foi coisa de 5 minutos. Seu ato de libertação.
"Dali em diante se chamaria Vida e poderia finalmemte ser chamada : fêmea." Despencou no chão em êxtase.

Saturday, July 30, 2011

Perfeição (nível físico)

Essa é uma tentativa pra que parem de me encher o saco.
O que é um homem/uma mulher GOSTOSOS pra mim:






Explicando:
homens: estrutura óssea grande (que quer dizer: ombros largos, canela grossa, quadris não estreitos mas ainda mais estreitos que os ombros), altura (quanto mais melhor), preferencialmente barriga não dura (independente do tamanho), pernas "carnudas" e visualmente magro ou normal(detesto homem definidinho e ter barriga não define se você é gordo ou não). nariz grande, dentes grandes, olhar marcante, voz grossa, e estilo estranhinho, por favor. pendendo pra qualquer lado, só tem que ser "diferente".

mulheres: seios fartos, pernas grossas (não musculosas, e nem no nível "se juntam ao andar"), estrutura óssea pequena, cintura fina (mas que a barriga não seja seca), quadril com mesma circunferencia dos ombros, traços delicados, cabelos (preferencialmente) escuros. nariz pequeno, boca delineada, olhar marcante, sorriso de omissão, pele bem clara, voz suave e não melosa (seja fina ou grossa). estilo? casual com acessórios interessantes.

Friday, July 29, 2011

À Vírgula

Brechas
Pontos que se partem
Coisas que não findam
A carne manchada
Sustado e sustenido
Assustado
Morrer de medo do abismo antes de chegar lá
É a pausa sonora
É o que dá espaço
a vírgula
ah, essa devassa

Monday, July 18, 2011

Excelentíssimo sr. Renato Albuquerque de Lima Pedrosa

Venho por meio desta pedir-lhe encarecidamente para que abandone a sua existência antes que ela lhe seja tirada. Não sei quantos sonhos o senhor cumpriu ou quantos filhos o senhor acumulou por aí, e peço que resolva logo as suas pendências porque logo logo, o senhor vai deixar seu corpo de vez e não quero que nada nessa vida fique desamparado. Não te darei um prazo, portanto trate de iniciar os processos amanhã. Quando o senhor menos esperar, sua vida não será mais parte do mundo.

Grato desde já,

Gustavo Lúcio

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Olá Gustavo,

Tudo bom? Não sei o que fiz para gerar tanta revolta dentro de você. Eu sou tão ruim vizinho assim? De qualquer forma escrevi meu testamento e já liguei pra advogada, está tudo no esquema.

Muito Obrigado,

Renato

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Rio, DD de MM de 20YY

Hoje morri. Era tudo o que eu mais queria na vida. Era a unica coisa que queria na vida. Tentei conter minha felicidade quando soube que iria morrer. Morri por não ser nada. Morri por não ser ninguém. Morri por nunca ter feito nada util pra mim nem pra ninguém e ainda conseguir incomodar outras pessoas. Morri.
Eternamente grato,

Renato.

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Ontem um homem foi morto. Matei porque me obrigava a olhar por vários dias várias mulheres diferentes. Me obrigava tambem a tragar sem querer perfumes amadeirados e cigarros fortíssimos. Sempre tinha que limpar o vômito e os respingos de alcool do hall de entrada. Ele era tão inteligente, tão vívido, me perturbava.

Pare

Parar pra mudar.
A linha reta não tem desvios.
Os desvios você mesmo cria, quando sente que deve criar.
Pare.
Mas só pare pra mudar.
Ponha um ponto final.
Mas só pra começar outra frase.
De repente a dor não tem mais peso.
E só o que tem peso é a vontade.
Pare.
só se for pra fazer diferente.
E que venha o medo.
Transpassado pela coragem.
Ha formas.
Que se saiba e decida a melhor e mais apropriada.
E não haja arrependimentos, quando se deparar com mundos possíveis.
Poder,
de fazer,
e sempre,
poder
fazer
diferente.

Saturday, July 16, 2011

Milágrimas - Itamar Assumpção/Alice Ruiz

Em caso de dor, ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema, dê um sorriso
Ainda que amarelo
Esqueça seu cotovelo
Se amargo for já ter sido
Troque já este vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada milágrimas sai um milagre
Em caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa
Coma somente a cereja
Jogue para cima, faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra apenas, viva apenas
Sendo só fissura, ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena, reze um terço
Caia fora do contexto, invente seu endereço
A cada milágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre
A cada milágrimas sai um milagre

Finally Free (without a name)

You are once again surrounded by a brilliant white light.
Allow the light to lead you away from your past and into this lifetime.
As the light dissipates you will slowly fade back into consciousness remembering all you have learned. When I tell you to open your eyes you will return to the present, feeling peaceful and refreshed.
Open your eyes

Friday evening
The blood still on my hands
To think that she would leave me now
For that ungrateful man

Sole survivor
No witness to the crime
I must act fast to cover up
I think that there's still time

He'd seem hopeless and lost with this note
They'll buy into the words that I wrote

This feeling inside me
Finally found my love, I've finally broke free
No longer torn in two
I'd take my own life before losing you

Feeling good this Friday afternoon
I ran into
Said we'd get together soon

He's always had my heart
He needs to know
I'll break free of the Miracle
It's time for him to go

This feeling inside me
Finally found my love, I've finally broke free
No longer torn in two
He'd kill his brother if he only knew

Their love renewed
They'd rendezvous
In a pathway out of view
They thought no one knew
Then came a shot out of the night

Open your eyes

One last time
We'll lay down today
One last time
Until we fade away
One last time
We'll lay down today
One last time
We fade away

As their bodies lie still
And the ending draws near
Spirits rise through the air
All their fears disappear, it all becomes clear
A blinding light comes into view
An old soul exchanged for a new
A familiar voice comes shining through...

This feeling inside me
Finally found my life, I'm finally free
No longer torn in two
I learned about my life by living through you

This feeling inside me
Finally found my life, I'm finally free
No longer torn in two
Living my own life by learning from you

We'll meet again my friend someday soon...

Open your eyes

(Dream Theater)

Saturday, July 09, 2011

Thursday, July 07, 2011

e aí

e aí você me perguntava se eu tava bem,...
o que você achou que eu diria? a verdade?
ou quem sabe um claro que não? um sinto sua falta? eu não tive escolha.
eu nunca quis que você me visse chorando.
agora que só tenho chorado de felicidade,
estou pronta pra te ver novamente.

Monday, July 04, 2011

A prova de que tudo é possível:

"Snake 'befriends' snack hamster



Aochan, the snake 'seems to enjoy' being with Gohan, the hamster
A rodent-eating snake and a hamster have developed an unusual bond at a zoo in the Japanese capital, Tokyo.
Their relationship began in October last year, when zookeepers presented the hamster to the snake as a meal.
The rat snake, however, refused to eat the rodent. The two now share a cage, and the hamster sometimes falls asleep sitting on top of his natural foe.
"I have never seen anything like it," a zookeeper at the Mutsugoro Okoku zoo told the Associated Press News agency.
The hamster was initially offered to Aochan, the two-year-old rat snake, because it was refusing to eat frozen mice.
As a joke, the zookeeper said they named the hamster Gohan - the Japanese word for meal.
"I don't think there's any danger. Aochan seems to enjoy Gohan's company very much," said zookeeper Kazuya Yamamoto.
The apparent friendship between the snake and hamster is one of many reported bonds spanning the divide between predator and prey."


Fontes: Snakes on Stuff
BBC News

Wednesday, June 15, 2011

Elephant Gun - Beirut


If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight
Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all
That I hide




Look out! Look out!
Pink elephants on parade
Here they come!
Hippety hoppety
They're here and there
Pink elephants ev'rywhere
Look out! Look out!
They're walking around the bed
On their head
Clippety cloppety
Arrayed in braid
Pink elephants on parade
What'll I do? What'll I do?
What an unusual view!
I could stand the sight of worms
And look at microscopic germs
But technicolor pachyderms
Is really much for me
I am not the type to faint
When things are odd or things
are quaint
But seeing things you know that ain't
Can certainly give you an awful fright!
What a sight!
Chase 'em away!
Chase 'em away!
I'm afraid need your aid
Pink elephants on parade!
Pink elephants!
Pink elephants!


Sunday, June 12, 2011

O dia que Jupiter encontrou Saturno (Caio Fernando Abreu)

Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodka, gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber. Com a movimentação dos outros, levantando o tempo todo para dançar rocks barulhentos ou afundar nos quartos onde rolavam carreiras e baseados, devagarinho conquistou uma cadeira de junco junto a janela. A noite clara lá fora estendida sobre Henrique Schaumann, a avenida poncho & conga, riu sozinha. Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz. Molhou os lábios na vodka tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos, embora morena também, e suspirou soltando os ombros, coluna amoldando-se ao junco da cadeira. Só porque era sábado e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta, muito bem, parabéns, aqui estamos.

Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.

Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o peitoril da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.

Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.

E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou every dau, every way is getting better and better. Na cabeça dela soaram cinco tiros. Os olhos subitamente endurecidos da moça voltaram-se para dentro, esbarrando nos olhos subitamente endurecidos dos moço. As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.

-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.

(Silêncio)

-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um poema de um menino que vai morrer.
-Como é que você sabe?
-Em fevereiro, ele vai se matar em fevereiro.

(Silêncio)

-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

(Silêncio)

-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se matar.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.
-Difícil, morri em dezembro. Com cinco tiros nas costas. Você também.
-Também, depois saí do corpo. Você já saiu do corpo?

(Silêncio)

-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.

(Silêncio)

-Acho que estou voltando. Usava saias coloridas, flores nos cabelos.
-Minha trança chegava até a cintura. As pulseiras cobriam os braços.
-Alguma coisa se perdeu.
-Onde fomos? Onde ficamos?
-Alguma coisa se encontrou.
-E aqueles guizos?
-E aquelas fitas?
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.

(Silêncio)

-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Capricórnio?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.
-Sim. Combinamos.

(Silêncio)

-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.

(Silêncio)

-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.

(Silêncio)

-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.

(Silêncio)

-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando "Kiss, kiss, kiss". Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.
-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.

(Silêncio)

-Me beija.
-Te beijo.

Foi a última pessoa que viu ao sair. Tão bonita que ele baixou os olhos, sem saber sabendo que ela também o tinha visto. Desceu pelo elevador, a chave do carro na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga. Os olhos fixos nos andares que passavam, sem prestar atenção nos outros que assoavam narizes ou pingavam colírios. Devagarinho, conquistou o espaço junto à porta. Os ruídos coados de festas e comandos da madrugada nos outros apartamentos, festas pelas frestas, riu sozinho. Ria sozinho quase sempre, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas, querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.

Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dela, uma moça magra de cabelos lisos junto à janela. Baixou outra vez os olhos, embora magro também. E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador. Só porque era sábado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.

Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.

Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua. Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos, e para evitá-lo ele então levantou a cabeça e viu o céu. Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Visto assim parecia não um moço vivendo, mas pintado num óleo de Gregório Gruber, tão nítido estava ressaltado contra o fundo da avenida, e assim estava, mas sem compreender, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, a moça debruçou-sena janela lá em cima e gritou alguma coisa que ele não chegou a ouvir. Parado longe dela, a moça visível apenas da cintura para cima parecia um fantoche de luva, manipulado por alguém escondido, o moço no poste agitando a cabeça, uma marionete de fios, manipulada por alguém escondido.

De repente um carro freou atrás dele, o rádio gritando "se Deus quiser, um dia acabo voando". Na cabeça dele soaram cinco tiros. De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar para trás.

Thursday, June 02, 2011

(Comentários GENIAIS de Ivan Klíma, logo abaixo da poesia - que não é dele)

"Corrente de Mãos

Quem sabe, quem sabe
onde a beleza nasce
onde a felicidade nos procura
por que o amor confia em nós

Minha gente, minha gente
talvez esteja nascendo o dia
em que as crianças possam brincar
em toda a parte é branca a paz

Minha gente, minha gente
sejamos sempre vigilantes
quem semeia ventos
colhe tempestades

Minha gente, minha gente
somos uma corrente de mãos
somos a música dos sonhos
somos a beleza das ações"

" Para este poema de 77 palavras, incluindo o título, o autor precisou de apenas quarenta termos em 'imbecilês' e absolutamente nenhuma idéia, nenhum sentimento, nenhuma imagem. Os substantivos - beleza, felicidade, amor, paz, gente, crianças - são, é lógico, intercambíaveis, o sentido, ou a falta de sentido do blablablá não se altera. O apelo obrigatório de ódio pelos indignos e amor pelos dignos choca por seus clichês, mesmo admitindo-se a característica limitada do idioma 'imbecilês'. É quase como se o autor tivesse medo de que entre os chimpanzés pudesse, afinal, existir um indivíduo que não o compreendesse.
Qualquer um que tenha resistência suficiente para ler esse poema com atenção, perceberá que, para um poeta 'imbecilês', até mesmo um vocabulário de 225 palavras é desnecessariamente amplo"

(Cap. 3 - Amor e Lixo - 1986)

Monday, May 30, 2011

Desvios de carater X Caracteristicas

Ha tanto que se considera, ha tanto que se mostra, que se forma e tao pouco que se eh. Podas, pudores e petalas em broto escondendo o miolo putrefato. Ser. E ser bom. E ser mal e mau. Ninguem sabe o que eh ser, ou como se define existir. Ninguem sabe o que está fazendo aqui... Quem somos cada um de nós pra julgar e ainda com tanto rigor que se está fazendo errado? Quem somos nós pra definir se nem, usualmente, somos capazes de nos definir sem nos contradizer e dizer contra nós mesmos. Se algemar em convencoes, se afundar no escuro, no vacuo, dentre muros, limitado, só pra ser melhor aceito, sem poder ser direito? Desculpa, quero não.

Sunday, May 29, 2011

O Silêncio

Não quero mais falar,
nem ouvir.
Não quero entender,
ou ver,
ou descobrir.
Não quero mais cerebro,
quero vida.
Não quero mais barulho
que não me dê paz.
Dor só se com muito amor,
dor só se por muito amor.
Solitude e não mais solidão,
Introspecção e não mais desalento.
Quero só olhar,
ora com olhos,
ora com partes não palpáveis;
abrir ou fechar,
e sorrir.

Saturday, May 21, 2011

pontos

. ele sabe que eu gosto dele
. mas ele nao sabe que eu nao quero nada mais dele alem dele
. e o quanto dele ele puder me dar

nada mais.

Thursday, May 19, 2011

-Pai, tenho que te contar uma coisa.
-O que foi minha filha?
-Senta, pai.
-O que foi minha filha?
-Eu to gravida.
-Nao acredito! Como isso aconteceu? O que foi que eu deixei passar?
-...
-E quem foi o filho da puta que fez isso com você?
-O Ewerton
-A gente vai ter que conversar com esse rapaz, vamos passar na casa dele amanhã.
-Tá.

...

-Me espera aqui em baixo. (...) Olá Ewerton.

POW
SHOCK
PAH PAH PAH

-Acho que dei um jeito no desgraçado.

"*.*"

-Obrigada, pai.
-Pelo que?
-Eu não tava não. Só queria que ele morresse.

Monday, May 16, 2011

ok, conseguiram me deixar puta.

eu tinha optado por manter uma linha apolítica, sem discussões infrutíferas sobre nada que nao fosse intra ou extra visual, principalmente por aqui, no meu canal de exposição, mas veio a mim, no meu querido twitter,onde escolhido a dedo quem sigo e o que leio, uma matéria das mais estúpidas, extremamente falaciosa, revertendo argumentos, usando efeito como causa, com o fim de estabelecer e/ou manter uma visão de senso comum para as massas leigas que só estão procurando um pequeno acesso ao conhecimento.

Essa é a matéria : Se todos parassem de comer carne.

vamos lá: para que de fato, todos no mundo inteiro parassem de comer carne, o processo seria lento. se fosse assim de uma vez só, seria necessário mais hectares devastados do que os que já são, por que as pessoas que estão acostumadas com uma saciedade carnívora, "comum" precisariam de muito mais quantidade de grãos para sentirem-se bem... inclusive por um detalhe não expresso que é IMPOSSÍVEL se manter com a saúde incrível e com as energias excelentes e funcionais, se você consome mais nutrientes refinados... e acho que todos vocês sabem que a alimentação de nossos tempos é basicamente composta de alimentos refinados. menos nutrientes para todos, mais ingestão de comida, claro, porque, novamente devemos deixar isso BEM claro, os alimentos refinados são digeridos todos muito mais rapido e vão direto para nossas barrigas e quadris. por serem digeridos muito mais rapido, a fome vem mais rapido, e fica nesse ciclo de comermos mais e mais e mais e mais.
ou seja, PARA QUE de fato, seja possível sustentar uma sociedade basicamente vegetariana, o primeiro passo é alterar a QUALIDADE de alimentos que ingerimos todos os dias... e sabe o problema principal desses países "grande consumidores de carne"? não querem melhorar a qualidade. é só produtividade e produtividade e produtividade... vocês já pensaram que o arroz branco que é comprado nas lojas, aquele saquinho, lindo lindo e branquinho e soltinho sem precisa-se saber cozinhar, leva muito mais quimicas para prepara-los para o consumo...no arroz integral, no entanto, teriam que ser colocados mais conservantes, ou embalar a vacuo... ah sim, verdade, processos mais caros, nao vale a pena... aih entra no problema de estoque. meus filhos, PRA QUE estocar? PRA QUE? PRA QUE TER TANTO? por que é costume da nossa sociedade de merda estocar? sem estoque o alimento precisaria de MUITO menos insumos químicos, OU SEJA, muito mais saúde e muito menos NEUROTOXICOS, que voces sequer sabem que estão ingerindo. você mesmo que está preocupado em fazer o que lhe parece "natural" por serem convenções sociais, quantas vezes você já não falsificou a carteira para entrar em boates? quantas substancias ilicitas no seu país você já usou? quantos atestados médicos falsos? se pode guerrear, mas não se pode fazer amor em publico... nao, meu senhor, "o caso é diferente por que, se todos fazem, pode". - agumento com falha na cadeia lógica. o grande problema é: vocês desistiram de pensar, em algum momento da existência de vocês... desistiram de pensar e ainda têm a pretensão de achar (é óbvio, né, pq é sabedoria popular) que são melhores do que os outros animais por terem a faculdade da razão... há.
vamos tentar usar nossa faculdade... (eu dou todo o direito e razão se o seu único argumento é que gosta muito de comer carne, ou que um pouco de carne é muito saudável, desde que vocês saibam que um pouco nao eh mais do que algumas poucas gramas e poucas vezes na semana ;) )... a quantidade estúpida de bois (e aves) sendo criados para morrer não foi algo que aconteceu da noite pro dia... se deu justamente pelo consumo desenfreado dos mesmos e estoque...

ok, vamos ao que interessa:

para que tudo funcione lindo e a gente consiga reverter a forma que a producao em massa de carne funciona, na verdade, ninguem precisa parar de comer carne. vamos falar de biologia e cadeia alimentar... sim, desde sempre o homem (nao esquecam que inicialmente, eh uma questao cultural, a questao biologica eh muito facilmente questionavel, por que todos os seres vivos sao evolutivamente adaptaveis ao nicho a que são expostos). muitos dos vegetarianos são vegetarianos só porque sabem que a maior parte das pessoas não vai parar, então ha o sacrifício individual por uma causa mundial(e não, meus senhores, não estou falando que somos bonzinhos e/ou altruístas, nós só queremos acreditar possibilidade de não destruir o mundo, pelo menos não assim, de graça). também não é para todo mundo do nada começar a se alimentar de carnes orgânicas... pq? pq aí o mercado de carne orgânica teria o boom... os bois viveriam melhores, o preço a principio aumentaria, mais terras devastadas e etc.
a questão é simples: diminuir o consumo, aos poucos em sua casa, tentar não estocar, certamente já é uma excelente opção... concomitantemente melhorar a qualidade da sua alimentação. legumes da estação são muito mais baratos do que qualquer outra coisa e quanto mais fibras, melhor o funcionamento do seu intestino, e mais apropriado o seu processo e digestão, visto que a fome virá de muito mais em muito mais tempo, ainda vai deixar seu organismo mais saudável e você provavelmente vai emagrecer... aumentando a quantidade de legumes (que pra quem não se ligou também são 100% integrais o.ô) (leguminosas, raízes, e frutas também, galera... feijões,batatas, cenouras, aipim.... hmmmm) sua alimentação diária ficará mais barata e você poderá gastar um dinheirinho a mais para ir às casas pedro comprar arroz integral baratíssimo,trigo integral para quem sabe, deliciosos pães feitos em casa, grão de bico,... e temperos estão liberados po!...
re-adaptando seu organismo a uma digestao apropriada, aos poucos a carne não fará mais tanta falta, pode ter certeza, e só com essa redução, muitas matas (e consequentemente nossos corpos - por causa do oxigenio, neh...)ficarão extremamente gratas.

ps: e não caiam nessa balela de soja não. ela é uma leguminosa e ponto. uma alimentação variada, completa e natural vale muito mais do que "carne" de soja, "leite" de soja, que tambem fazem parte de um sistema complexo de devastacao de matas...
ps2: eu sei que, principalmente pra quem não tá inteirado, essas questões são extremamente chatas e delicadas, mas se voce leu até aqui, não se esqueça que um dos motivos do sistema estar uma merda é ter gente demais no mundo e por isso, tem muito boi e muito poluente e muito metano e muita devastacao, etcetcetc, entao se vocês se interessatem em só dar uma checada num outro link VHEMT e vamos ver se a gente consegue melhorar esse planeta. :) nao se esquecam que um radicalismo nao eh estritamente necessario... que eh super valido se cada casal tiver apenas um filho, e que o objetivo nao precisa tambem ser a extincao, mas que uma diminuicao populacional cairia bem, acho que todos concordam...

muito obrigada,

clic de comedia romantica.

ngm eh obrigado a concordar com ngm.... ngm eh sequer obrigado a querer alguem , que seja apenas por perto e muito menos a amar alguem... e por outro lado? se foi desembocado, por algum motivo maior, independente de qual ou quais,.... que seja um motivo menor, que seja um detalhe, em um algo delicioso e sem pretencoes de comedimento? e eu nao quero nada em troco que tb nao seja incrivel, que seja por inteiro, mesmo que por infimos segundos que nem possam nos levar a lugar algum. nao preciso de ninguem por completo, nunca precisei, e tambem, nao me cobre completude e compactuacao. nao quero invadir, nao quero invasao. nao quero dividir, sequer ser dividida. tb nao quero pactos ou a paz de arthur. quero harmonia, e nao qualquer uma, quero Ἁρμονία. quero opostos complementares, quero momentos de verdade, e nao muito mais que momentos,... quero um pouquinho disso tudo, por tras de convencoes ou capas. quero curtir tudo q for possivel por quanto tempo parecer viavel e,.... quero saber se..... tem como?

Tuesday, May 03, 2011

cigarros, whisky, vinho tinto, peitos, penis, costas, nuca, cabelo, perfume, livros, frio, edredon, palavras.

barulho de chuva, mãos, lua, mar, vento no rosto, cheiro de grama, 37ºC colados em você, voz, musica.

grafite, riscos, barulho dos riscos, cheiro de papel novo, barulho de papel amassado, cheiro de pão fresco, cheiro de banho, textura e mais 37ºC.

Thursday, February 17, 2011

(sem titulo)

I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here

what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way

Sunday, January 23, 2011

nada sera feito.

minha alma machucada continuara emitindo o som hipnotizante de seus gritos, como cantos de jubartes ... totalmente ininteligiveis a ouvidos nus, os mesmos que nao entendem as estrelas...

Saturday, January 01, 2011