Monday, December 15, 2014

We could be lovers (We can't do that)

Let's pretend que voce seja como eu. Que você consiga de fato entender algo que eu tenha a dizer.
Eu vejo amor e penso em pulsação e sangue "rushing" através das veias transparentes que quase explodem tamanha pressão. Eu vejo o morrer de amor e o se entregar, se estragar. Se ver derreter e ter seus ossos carcomidos pelo corpo ácido, tamanha angústia, a bola inflável no estômago que incomoda mais até que incha e dói os pulmões a cada minuto de ausência. Eu sou Anita com razão e sem aquele papo-de-lolita-que-já-saiu-de-moda-faz-tempo.
Eu passo meus segundos existenciais tentando evitar acreditar (mas acreditando piamente) no mito da androginia, esperando "o amor" que não me venha com um homem encantador ou um príncipe encantado, ou uma princesa do submundo (nada humanamente estereotipado). Eu cresci vendo Disney e tudo o que eu mais quis por todas essas décadas foi "um amor pra vida inteira".Mas o amor que me viria como a maçã mordida pela Branca de Neve. Aquilo que entra e te faz perder a noção, o viço, a fome, a sede. Que te perturba dia após dia, que não venha como uma completude mas como uma constante falta em ausência. E que as horas são contadas em função de eu poder sugar novamente a sua polpa. E por toda arché, você não tem ideia, eu sinto tudo isso com você.
E sinto com todo carinho e cuidado ao mesmo tempo. Eu nunca chuparia seu sangue até esvaziar suas veias. Também preciso de sua vida pra que eu possa continuar fazer passar alguns segundos de dor com seu cheiro humano e calor.

Mas como eu sempre digo, em presença, você é tudo o que eu preciso, Estranho é esse seu ser quando há alguns quilômetros de distância. Uma paz que nada me suga, nada me pede, nada compete em mim. Nenhuma pressa, nenhuma urgência, Um algo que me distancia e me mantém longe. (Aonde até prefiro estar). E nem se trata de ser "caloroso" e então, "frio". Se trata de ter o domínio de si, o domínio do possível da sua vida. Algo sobre viver numa "paz que eu nao quero" pra mim. (Porque a paz que eu quero é lotada de presença com amor cativo e cativante). Essa coisa é ainda mais esquisita do que eu imaginei. Você me dá todo espaço "sobrando" pra eu me encaixar como quiser, mas acho que não chegou a perceber que eu preciso de uma cova funda, maior do que eu posso cavar sozinha. Preciso de um espaço não necessariamente enorme, mas doente. E que seja só meu. E que sem eu alí, sua vida fique um pouco mais vazia, Que te dê um pouco mais medo de viver,

É como se eu estivesse aceitando o que você tem pra dar, pq como verbo intransitivo, eu amo. E amo o que tenho em presença. Mas, babe, não sinto que "somos". Pq o que eu quero, o unico jeito que eu sei ser, você nem sabe que/se pode me dar,

Tuesday, July 29, 2014

Chave de Cintura

(Escrevo pra mim, mas fiquem a vontade...)

Graças aos deuses, tenho em mãos tanta coisa que só finjo às vezes que não,...
Aparentemente, pra dar mais emoção para o que poderia ser simples e pacato...
************
Ultimamente ouvi uma das histórias mais terríveis que achei que poderia existir.
Uma prisão proporcionada por uma única chave.
Que não te tirou do lugar, mas que te tirou de si mesmo...
Algumas portas abertas e plau. Fechado, sem escolhas.
************
Desde que ouvi essa história, estou cada dia mais impressionada com o quanto as pessoas são surtadas. Achei que os meus casos estivessem em auges de falta de noção humana (não meus feitos, por favor). E vejo que sempre dá pra ir mais baixo, e mais fundo. Eu facilmente destruiria qualquer coisa que eu temesse como destruição. Não tenho medo de bomba, dinamite, corte ou queimadura. A única coisa que realmente temo, hoje, é uma sobrevida. Assim descobri o tanto de transgressor que há em mim. Um tanto que quer ser abatido só por coisas que não destroem. Por puro prazer. Por pura vontade de fingir fragilidade. Puta força que a gente tem e só não sabe... Aqui a gente vê mais uma vez que dentro de todo meu não-humanismo, toda nossa forma de entender o mundo é a partir de uma cadeia representativa. Um enquadrar histórico cultural. Uma maçã pra mim não é só fruto que nasce em árvore. Com todo meu enquadramento de objetos, enquadro também o homem. E posso dizer como a razão ainda que falha e irrisória perante a imensidão do mundo é algo forte bagarai dentro do viver proprio que é nosso. E com ela, podemos seguir ou explodir tudo o que há e pode haver. Seguir, Construir, Desconstruir ou matar(Zer-). E nós podemos proporcionar infinitos ciclos de destruição por falta de noção ou por vontade. Em nós ou em outros. E que dor, e quanta dor. Mas se acontecer que seja sempre que possível por vontade minha ou dos outros. Repugno "foi sem querer" absoluto. Isso é fingir que não há responsabilidade sobre nossas escolhas. E que nosso remo não está em nossas mãos. E que cada barco individualmente não é resistente "até a morte". Vontade de poder.
Não acho que sejamos os únicos que matamos por prazer. Mas sei que somos os únicos que entendemos o nosso próprio matar e disputa de poder de forma sutil e penetrante. E todas as relações baseadas nesse poder que nos atravessa.... Esse poder que executa. Mas que, com a transgressão pode ser transformador. Transform-ação. E que possamos (=que tenhamos poder). E que possamos transformar. Nós e outrem; nós em outrem:

E juro amar profundamente o que eu quiser e me permitir.
E destruir cada átomo do que me ferir.
Desde que eu não precise me destruir de nenhuma forma.

**********

As únicas chaves de cintura que me virão serão as que eu mesma conseguir fazer no tecido acrobático.

ou as que eu receber pq escolhi e então deixei...

Tuesday, July 15, 2014

Porque o que você demora é o que o vento leva

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas

sobre tag

hoje entrei em panico.

algumas emocoes que nao lembrava mais bem como eram,...
de repente, me senti com um pico de adrenalina que me permitiria chegar a qualquer lugar.
me voltaram certos ciclos que me propusera nao mais sentir,...
mas do contrario das outras vezes, tinha alguem ali. e me fez sentar e respirar ainda que sem saber direito o que estava acontecendo alem do aparente desconforto.
ainda precisei ir embora. enquanto meus pensamentos se clarearam, percebi todo o estardalhaço por medo, por nada...
sao sempre as mesmas certezas, as mesmas memorias,...
sorte que ultimamente tem vindo com uma brutal vontade de fazer diferente.
ainda to me recuperando da crise... mas com a recente certeza que estou sendo tratada...